Pensamento Thelêmico
A Filosofia Thelêmica chegou ao Brasil ao final dos anos 50 e.v., através das traduções e literatura produzida por Marcelo Ramos Motta, desde então alguns discípulos formaram grupos afim de que a tradição outrora iniciada por Aleister Crowley, em 1904 e.v., a Lei de Thelema, pudesse ser passada a sinceros buscadores. Infelizmente, intrigas e a luta pelo "poder" afastou e criou inimizades, e esses grupos tiveram seus fins decretados. O Olho sobre a Pirâmide havia se fechado e o Caminho Iniciático, esquecido por eles. Durante algum tempo, várias verdades foram defendidas como sendo a única. Outros a ignoraram, mas "a Verdade não é a única idéia que resiste à análise racional. Há muitas outras que permanecem indefiníveis; todas as idéias simples de fato." Essas outras verdades indefiníveis, somente podem ser avaliadas com o tempo e o resultado.
Como adotamos a Lei de Thelema, procuramos disseminar esta Lei pelo mundo, com a finalidade precípua de estabelecer o Novo Reino de Hórus sobre a Terra. Além disso, buscamos auxiliar os Aspirantes à Vida Real de Thelema, beneficiando-os no sentido coletivo e lhes proporcionado a possibilidade de uma real vivência iniciática sob o ponto de vista individual neste Plano de Discos.
Nós apoiamos todo e qualquer grupo, Ordem ou Fraternidade que, livre do sectarismo que caracteriza o Velho Æon, proclamar a Sagrada Lei de Thelema no mundo, seja qual for a sua denominação ou ramo, podendo ou não ser associados a nós.
Sob o ponto de vista de trabalho, nos reunimos em Capítulos. NÃO somos “GRANDE INICIADOS” e não ostentamos uma “tradição que começou com Crowley, foi para W, Z, X e está em nós”. Não!
Definitivamente não acreditamos nem nos baseamos somente neste tipo de coisa. Aqueles que o fazem, apenas se cristalizam, fazendo inclusive com que certas pessoas, incapazes de se envolverem com um ideal a ponto de terem a liberdade de representá-lo, se rendam a rótulos estrangeiros que por sua condição de serem os senhores do mundo, tentam impor seu engodo iniciático (assim como o fazem politicamente) na “Terra Brasilis”. Este tipo de tradição é estagnante. Vide todas as ORDENS TRADICIONAIS que pululam por aí. Cada uma delas é a "única", a "verdadeira", "a melhor", a "mais antiga", a "mais influente" e a "mais poderosa". Muito mais escravizam do que libertam. Somos simplesmente um Grupo, uníssono em seus objetivos, capaz de acompanhar as mudanças requeridas com o tempo. Não temos medo de reforma ou alteração, sendo essa a grande característica do Collegium ad Lux et Nox.
O sistema proposto é muito mais produto de vivência do que de leitura de seus fundadores. O que interessa, são os diversos meios que se possa utilizar para alcançar o objetivo. E quando isso ocorre, vemos que a própria estrutura é temporal e passageira, porque quando se atravessa um rio com uma balsa, ao chegarmos a outra margem não se precisa mais daquela balsa. Assim somos nós. Lembremos das palavras de Mestre Therion: “...a tarefa de mago é abandonar a própria Obra”, porque se não o fizer, de meio de Liberdade, esta Obra será sua prisão.
Finalmente, solicitamos ao buscador que faça uma profunda reflexão, para que, como nossos precursores, não amarguem o dissabor de uma ilusão.
No mais, não existe Lei além de Faze o que tu queres.